quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Em Cuba criminaliza-se a manifestação intelectual e culpa-se a vítima: aonde estão os intelectuais?

Imagem postada no blog de Yoani Sanchez, de CubaTenho visto muitas vozes levantando-se, horrorizadas, queixando-se de uma suposta criminalização de certos movimentos sociais no Brasil (também sou contra, eis que vivemos numa democracia e o protesto ORDEIRO é livre), mas que no fundo parecem querer um "libera geral", colocando-os acima da lei, já que agem "em nome do povo" (parece a União Soviética do começo do século passado...) e assim acham que podem – exclusivamente segundo seu critério sobre o que é ser "improdutivo" – invadir, quebrar, pilhar e vandalizar tudo que encontram pela frente (veja uma reportagem recente sobre o assunto).
Vejo outros também levantando vozes ferozes contra um famoso cantor brasileiro – dos maiores gênios que este país já teve – fazendo patrulhas ideológicas a respeito de sua obra e jogando seu nome no lixo apenas por ele ter manifestado uma opinião: da noite para o dia virou "ignorante", "preconceituoso" e "racista": afinal, não se pode discordar! Se Pelé criticar A, B ou C, essas pessoas certamente dirão que ele nunca foi o Rei do Futebol, que foi abaixo da média, que nunca o viram fazer as maravilhas que dizem e que o tal do "Imperadô" é muito melhor do que foi Pelé...
Há algum tempo coloquei aqui no blog um atalho para o blog cubano Geração Y, que tem tradução para o português e é mantido por uma heroína chamada Yoani Sánchez: ela luta contra o regime cubano, uma das maiores ditaduras do mundo que - não sei o porquê - é idolatrada por muitas pessoas que se dizem defensoras da democracia. Convém lembrar que o conceito de democracia não varia de lugar para lugar, a não ser para quem quer usá-la em benefício próprio, como Hugo Chávez e Fidel Castro.
Um país onde vigora o "pensamento único", que é governado há 50 anos pela mesma família (chegaram ao poder através de um golpe de estado, não? Ah, sim: no caso deles foi "revolução"... aí pode, né? Sei...), não tem eleições livres, tem um só partido, um só jornal, não permite que seus próprios cidadãos saiam do país... onde um médico ganha R$ 40,00 (quarenta reais) por mês e, sobretudo, onde a imprensa não é livre e uma simples cidadã é agredida por membros do aparelho estatal (várias testemunhas calaram-se ante o poderio do governo cubano e os médicos não quiseram fazer um exame de corpo de delito na vítima) por cometer o crime de manter um blog que critica esse sem-número de abusos. Pergunto: ISSO É DEMOCRACIA??? Como alguém pode defender tamanho autoritarismo??? Dirão que tudo é culpa do embargo americano...
Me pergunto: por que os intelectuais não abrem a boca para dizer um "A" sobre isso? Por que ninguém critica a censura imposta ao blog da dona-de-casa cubana? Nem uma linha!!! Será que não falta a alguns o conceito de que democracia pressupõe a defesa das liberdades, inclusive daquelas que são usadas para falar algo diferente do que nós próprios pensamos?
Aonde estão os movimentos sociais que se metem na eleição interna da USP (e não aceitam críticas por isso) mas não se levantam contra Cuba? Cadê os defensores da liberdade de expressão que não escrevem nada sobre "La Isla"? Por que não um movimento "abaixo à censura em Cuba"? E os ativistas de todas as espécies que vivem a levantar bandeiras mas vão a Cuba "aprender democracia" (o que se aprende lá - e bem - é 'tática de guerrilha')?
Aonde estão os governos que defendem a democracia em Honduras, mas que não veem as atrocidades no quintal cubano? Cadê os críticos de Guantanamo (também não concordo) e os ativistas de direitos humanos? Sumiram os intelectuais que festejaram a queda do Muro de Berlim, mas se esquecem do "paredão" cubano? Defendam essa mulher, antes que a voz dela seja calada para sempre! Ou será ela só uma pedra no caminho da "democracia perfeita" que uns querem enfiar pela goela dos outros abaixo?
Ontem Arnaldo Jabor comentou o assunto na TV, mas a maior parte da população brasileira não viu, porque não havia energia. Veja agora:
"Cuba não existe mais: virou um símbolo, um dogma de fé na cabeça de intelectuais ou de ignorantes. Cuba é o resto de um passado de esperanças, quando achávamos que o mundo ia melhorar nas mãos de meia dúzia de homens especiais, acima dos homens comuns como nós.
A base do totalitarismo é o narcisismo. A maneira de deter a trágica diversidade da vida seria reduzí-la, trancá-la numa coisa só. Mas o socialismo acabou, o muro caiu, e vimos que isso leva a uma tragédia maior.
A democracia é o único caminho para um mundo complexo e a liberdade busca-se não é por bondade, mas para permitir a mudança da vida, a imprevisível criatividade humana.
Cuba da época romântica, sofreu muito com o embargo americano. Agora o embargo é de dentro para fora, com Fidel embalsamado contra o século XXI.
No caso desta mulher heróica e sozinha onde estão os intelectuais protestando contra este crime? Fingem não ver para não acordarem de velhas ilusões.
A ilha continua um sonho para antigos esquerdistas e um pesadelo para seus habitantes."
Fontes: JABOR, Arnaldo Jabor. A ditadura de Cuba. Jornal da Globo. 10 nov 2009
SANCHEZ, Yoani. A culpa da vítima. Generacion Y. Havana, Cuba. 08 nov 2009.

Bode elétrico - não existe um "plano B"?

O apagão voltou (e o tal horário de verão não adiantou nada, como eu disse aqui...)! Se aparecerá novamente, ninguém sabe, mas uma coisa é certa: vão tentar botar a culpa em alguém...
Com dados do próprio Operador Nacional do Sistema (clique nas figuras para ampliá-las), um leigo como eu talvez possa chegar a algumas conclusões (claro: sem base científica, eis que não pretendo contrariar os especialistas, mas gosto de seguir a Lógica):
- desde 2001 a carga de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste vem crescendo gradativamente, o que confirma que não há novidade a ser encarada em relação ao assunto e o sistema deveria estar preparado: embora se saiba que nenhum sistema no mundo é à prova de intempéries, penso que os estragos foram muitos: deveria haver um “plano B”, não?
- a geração de energia em Itaipu não é hoje muito maior do que era há alguns anos (embora somente recentemente a hidrelétrica, inaugurada nos anos 80, tenha chegado - conforme planejado na época - ao máximo de sua geração), conforme mostra o gráfico do próprio ONS. Se é assim, como todo ano ocorrem diversas variações climáticas, deveria haver apagão todo ano.
Aliás, confesso que não entendi o porquê de duas turbinas que geram energia de Itaipu para o Paraguai terem continuado funcionando, enquanto as 18 que geram para o Brasil ficaram paradas por tanto tempo. Ora, não existe um “plano B”?
Deve-se destacar a excelente cobertura que o Jornal da Globo fez do evento (claro que só pude acompanhar a reprise, na Globo News, às 3 da manhã, quando a luz voltou e eu suspeitava de que fosse mais que uma simples "falta de luz"): Cristiane Pelajo e Willian Waack conduziram o jornal de modo a mostrar os fatos, informando à população que ainda tinha energia sobre o que estava acontecendo: inserções ao vivo, imagens aéreas, entrevistas com autoridades da área, tudo no maior profissionalismo e sem buscar conclusões políticas para o ocorrido – diferentemente do que dizem alguns, que afirmam que tudo que a Globo mostra é "imprensa golpista". Mostraram os fatos, não versões (quando a Veja mostrar o ocorrido, vão dizer que é mentira... kkkkk).
Enquanto eu escrevia esta postagem, na manhã de quarta, 11/11, aconteceram dois piques de energia. Por enquanto a culpa foi das "condições climáticas", mas tenho para mim que vão acabar querendo tirar lucro do absurdo ocorrido ontem. Aguardemos.
Fonte e gráficos: Operador Nacional do Sistema Elétrico.
Histórico da Operação. Brasília, DF, 11 nov 2009.
ATUALIZAÇÃO às 11:29 h:
1 segundo o Professor Ildo Sauer, da USP,o sistema elétrico é para ser muito confiável. Não era uma hora de excesso de demanda. Um problema climático normal ou uma falha normal não justifica, porque a operação deveria ter transferido a carga”. 2 o físico Luiz Pinguelli Rosa, da UFRJ, afirmou ao Bom Dia Brasil que o sistema de interligação é necessário em um país que usa muitas hidrelétricas, mas precisa ter uma gestão melhor. Não tivemos problema de energia, nós temos água, temos hidrelétricas disponíveis e o combustível para elas: o que tivemos foi um problema elétrico”. 3 o jornal O Estado de São Paulo citou uma autoridade que afirmou que o apagão que atingiu boa parte do País foi causado pela queda de três linhas de transmissão que transportam energia da hidrelétrica de Itaipu: duas entre os municípios de Ivaiporã (Paraná) e Itaberá (São Paulo) e uma terceira entre Itaberá e Tijuco Petro (em São Paulo)" e que "a queda foi causada por condições meteorológicas adversas", mas a mesma autoridade não especificou quais foram essas condições. 4 – para entender melhor o ocorrido convém ler: transmissão de energiavulnerabilidade do sistemasistema elétrico na berlinda.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Podres Poderes

Claro que é brincadeira, mas talvez seja possível dizer que Caetano Veloso (um dos maiores gênios da MPB, que sempre foi tido como uma pessoa extremamente politizada e também por isso admirado por muitos) sempre esteve tão à frente de seu tempo que em 1984 previu a existência de Chávez, Evo, Corrêa, Zelaya e toda a turma "bolivariana", que adora usar a democracia para acabar com ela:
"Será que nunca faremos senão confirmar
A incompetência da América católica,
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será que esta minha estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir
Por mais zil anos?..."
O clip da música está no meu canal no Youtube e a letra completa está no portal Terra.

Imagens de Campos (16)

foto: Marcelo Bessa

Uma parte do centro de Campos (clique para ampliar)

Nacionalóides

O novo game da série Call of Duty (Modern Warfare 2) foi lançado hoje nos EUA e tem uma das fases ambientada numa favela do Rio de Janeiro (Pavão-Pavãozinho, no Morro do Cantagalo, vizinha a Copacabana).
O jogo é famoso por seu realismo e originalmente tinha cenários baseados na Segunda Guerra Mundial. Neste novo, além do Rio, há também Rússia, Afeganistão e Cazaquistão: nada demais.
Não vou me espantar se aparecerem "nacionalóides" (nacionalistas debilóides) e outros "defensores de tudo" dizendo que é preconceito contra o Brasil (ambientar no Afeganistão pode... aqui não, né?), que estão passando a imagem de que o país é violento (como se isso fosse preciso...) e uma série de besteiras assim (já escrevi sobre coisa parecida no post "E agora, José?"), o que costuma lhes garantir 15 minutos de fama. Vão querer até proibir o jogo... aguardemos.
Fontes:
Lançamento de novo 'Call of duty' quer fazer história. Globo.com. Tecnologia. 09 nov 2009.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Erros de arbitragem - Regra 18

Há um bom tempo tenho a intenção de escrever um pouco sobre erros de arbitragem. Como minha paixão pelo Vasco da Gama é algo fora do comum (motivo pelo qual não tentei fazer curso de arbitragem: levantaria suspeitas... kkkk) evitei, porque poderia parecer que eu estava puxando a sardinha para a minha brasa (normalmente os árbitros só erram a favor de um determinado time do RJ).
Mas os acontecimentos deste fim de semana não deixam dúvida de que a qualidade da arbitragem é muito ruim, para não dizer que alguns são mal intencionados.
Deve-se destacar a mensagem que está na primeira folha do caderno oficial "Regras do Jogo de Futebol 2008/2009", uma publicação da CBF onde estão a "Interpretação das Regras do Jogo" e as "Diretrizes para Árbitros", que têm caráter obrigatório:
"Arbitrar bem é sentir o jogo para possibilitar seu desenvolvimento natural, somente interferindo para cumprimento das regras e, especialmente, de seu espírito”.
Então, aplicar a regra é mais do que ser literal: é aplicar o que o espírito da regra quer. Aliás, esta é uma boa maneira de interpretar tudo relacionado a Direito.
No jogo de sábado, contra o Juventude, o primeiro gol do Vasco decorreu de uma bola tocada com o braço pelo jogador Élton, o que a desviou e fez sobrar para Adriano, que fez o gol, irregularmente validado: foi um erro grave, porque está lá na regra 12:
"Será concedido um tiro livre direto para a equipe adversária se um jogador comete uma das seguintes três infrações: segurar um adversário; cuspir em um adversário; tocar na bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua própria área penal)."
Na interpretação dessa regra, diz a FIFA:
"Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato com a bola com as mãos ou o braço. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:
- o movimento da mão em direção à bola (e não da bola em direção à mão);
- a distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);
- a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração"
O jogador do Vasco deu uma de bobo e pulou jogando as mãos para frente, como mostra a imagem (fonte: Globo Vídeos): fingiu que não foi intencional, mas foi. Ou, no mínimo, foi deliberado e, além disso, a bola não chegou repentinamente. Conclusão: erro de arbitragem.
Mas o jogo de ontem, entre Palmeiras e Fluminense, mostrou um dos maiores absurdos da história do Campeonato Brasileiro. O gol de Obina, do Palmeiras, anulado por Carlos Simon é daquelas situações que deixam todos de queixo caído: o árbitro estava a poucos metros do lance, de frente para a jogada e viu que Obina (que alguns diziam ser melhor que Eto’o) estava à frente do zagueiro tricolor e com as mãos à vista: como poderia ter cometido falta? Essa é a pergunta estampada no site palestrino hoje (no começo da postagem).
Pior: o atual campeonato, disputadíssimo, se tivesse terminado ontem, deixaria o Palmeiras como vice apenas por causa desse gol não marcado. Talvez a definição do campeão se dê por apenas um ponto, ou número de vitórias, saldo de gols... o prejuízo palmeirense foi enorme e pode ser ainda maior! O campeonato de 2009 pode ter sido decidido ontem pelo árbitro...
Veja que, se houve infração, foi do zagueiro do Fluminense! Mais: através da imagem feita de dentro do gol, vê-se que o auxiliar (bandeirinha) correu para o meio do campo, indicando gol legal (fonte: Globo Vídeos):

Simon parece se colocar acima das regras, como se elas sempre se amoldassem a ele e ele nunca pudesse cometer um erro. Só que as imagens acima mostram que foi mais do que erro grotesco: foi uma vergonha, foi inexplicável... parece má-fé.

Como diz meu filho Ayrton, “ele deve ter marcado a regra 18”. Detalhe: o futebol só tem 17 regras...

ATUALIZAÇÃO às 19:00 h: após ler a postagem acima (kkkkk) o pessoal da Comissão de Arbitragem da CBF suspendeu os dois árbitros citados. Confira aqui.

ATUALIZAÇÃO às 21:15 h: quando Simon acertou eu o defendi. Veja.

domingo, 8 de novembro de 2009

Capinha de revista

Cláudia Leitte é linda, maravilhosa, vitaminada... como mostra a foto. Há apenas nove meses teve um filho e já tem, faz tempo, esse corpo maravilhoso exibido ao lado.
Ela merece aplausos: faz sucesso no Brasil inteiro; tem milhares de fãs; está com agenda lotada; ficou rica trabalhando honestamente; ralou para conseguir esse corpo escultural (e natural, sem parecer homem, como algumas beldades por aí). Elogiável (observe-se que não falei da qualidade de suas músicas nem de seu show, porque aí não dá para elogiar...).
O barraco que houve entre ela e o repórter baiano parece ter sido superado, mas realmente não pegou muito bem: o cara vive a falar mal dela, dizendo que Cláudia imita Ivete Sangalo (crítica é para isso mesmo: elogiar ou não. E, no caso, é verdade...), mas também fala mal da vida pessoal da moça - isso sim inaceitável e que não tem nada a ver com crítica musical - aí não dá mesmo e deu o problema que deu. Veja.
Mas independente disso e cá entre nós: assumir que ficou metida e dizer que nada a atinge é um pouquinho demais, não?
A reportagem da revista Contigo desta semana (acertaram na capa!!!) pode ser lida clicando-se aqui.

Ideia de jerico

A Uniban resolveu expulsar a aluna do vestido curto... meu Deus!
Agora mesmo é que ela vai pedir uma indenização, desta vez com razão (leia a postagem anterior). Ela pode até não ter a exata noção da roupa que deve usar em cada ocasião, mas daí a expulsar a jovem vai uma distância muito grande. Será que eles vão expulsar a multidão também?
Como diz o ditado, "jogaram a criança fora junto com a água da bacia". É o mesmo que faz o cara que chega à casa e encontra a mulher com outro no sofá: joga o sofá fora...
Fonte: G1.

sábado, 7 de novembro de 2009

"V" de vida, "V"... de VASCO

Só agora me manifesto sobre o seguinte: na calmaria ou na tempestade, se um sentimento toma conta do coração de uma pessoa, esse é o motivo para ele nunca parar:

“Ser Vasco é ser intrépido tanto quanto leal. É ter o sentido da história do Brasil a fundir povos e raças sem preconceito. É ser navegante da esperança, não temer aventura, futuro, conquistas, calmarias ou tempestades.

Ser Vasco é renegar o temor e ser popular sem populismo, ser valente sem arrogância e ser decidido sem soberba. É ter a vocação da vitória e a disposição necessária à qualidade e ao mérito por saber que virtudes necessitam de energia e energia, de vontade.

Ser Vasco é, pois, ser virtude, vontade, valor e vanguarda: tudo com o v de vida, o mesmo de Vasco.

Ser Vasco é conhecer o grito do entusiasmo, esperar a hora de vencer e sentir o cheiro do gol. É incendiar estádios e extasiar multidões. É adivinhar instantes decisivos e saber decidir.

Ser Vasco é ser mais povo do que elite, mais tradição do que novidade, mais segurança do que aparência, mais clube do que time, mais vibração do que delírio, mais vigor do que agressão.

Ser Vasco é ousar, insistir, renovar-se, trabalhar para construir a vitória não como forma de superioridade, mas de aperfeiçoamento da vida e do esporte. É gol, é gala, é garbo de uniforme original, cruz no peito, sonho n’alma e amor no coração.

Ser Vasco é emoção recompensada porque vitória bem planejada, é lance, é lança, liberdade, impulso e convicção.

Ser Vasco é sentir o gosto da felicidade, da vitória e do grito maiúsculo de gol. É ter sabedoria e prudência, unidas na tática certeira ou na organização eficaz. É viver a emoção de lembrar nomes, lendas, heróis e legendários craques, troféus, títulos, retratos, faixas, taças, copas e vitórias imortais.

Ser Vasco é ter idênticos motivos para cultuar o passado tanto quanto crer no futuro.

Ser Vasco, enfim, é saborear com humildade o orgulho sadio da vitória merecida, do entusiasmo com motivo e da grandeza como destino“.

Texto: Artur da Távola. Narração: Marcos Palmeira. Vídeo: Rede Globo de Televisão.

A propaganda é a alma do negócio...

A imagem mostra parte da fachada de um estabelecimento comercial que anuncia aos clientes que fabrica o que vende. Parece que o produto não inspira muita confiança... kkkkkk

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O doce sabor da honestidade

Dia desses fui a uma loja e ao sair vi um carro estacionado, com a tampa traseira aberta e vários doces (foto) em exposição. Como o aspecto dos doces era agradável, sem observar o rosto do vendedor, perguntei o preço.
Foi quando olhei para o jovem senhor e o reconheci. Segue um trecho do diálogo (as falas de meu intelocutor - que no começo ficou um pouco constrangido - estão em verde):
- Ué, você não era policial, amigo?
- Ainda sou! Estou vendendo esses doces aqui para ajudar minha esposa. Você me conhece de onde?
- Há cerca de ... 18 anos alguém bateu num carrinho que eu tinha - um Fusca 68 - ali em frente ao Ururau, na Beira-Rio e foi você quem fez o Boletim de Ocorrência e me acompanhou à Delegacia para fazer o Registro de Ocorrência. Seu nome é xxxx, não é?
- Sim. Acho que me lembro dessa situação. Mas como é que você lembra de mim depois de todo esse tempo?
- Você me atendeu com toda a educação do mundo, como um Policial deve fazer: isso fica marcado!
Numa época em que policiais roubam bandidos e deixam o cidadão agonizando na calçada até a morte, observei o carro desse policial e vi que era adequado ao salário absurdamente baixo que ele recebe. Perguntei o que ele achava do fato de colegas dele serem vistos desfilando com carrões importados - ostentando evolução patrimonial incompatível com seus salários. Ele disse:
"Eu prefiro ficar aqui vendendo meus doces, porque quem sobe do jeito que eles sobem, quando desce, perde tudo. Eu não passo essa vergonha. Por isso estou aqui até hoje."
Eu, que queria comprar só um doce, comprei duas bandejas, agradeci e pensei, com meus botões, duas coisas:
1 - minha opinião sobre policiais não poderem ter outra fonte de renda (honesta, claro) tem que mudar;
2 - se honestidade tem sabor, certamente é o sabor destes doces...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Supermercados da fé - Mercenários

Eu não discuto religião aqui: no máximo, comento fatos ou mostro imagens, como fiz na outra postagem sobre “Supermercados da fé”, onde não disse uma palavra. Não cito nomes, nem critico ou elogio doutrinas: esse é o respeito que tenho pela opção religiosa de cada um, como gosto que respeitem a minha. Quanto aos fatos, ao que os seres humanos fazem - e escancaram - fico mais à vontade para comentar.
Hoje pela manhã uma coisa me chamou a atenção na TV e parei alguns minutos para observar até que ponto pode ir a desfaçatez das pessoas: ao mostrar as obras que serão feitas para que um enorme galpão torne-se um local de reuniões onde se pretende "chamar a atenção de Deus" (realiza!!!), um cidadão pedia às pessoas que fizessem um "investimento" (o termo foi este mesmo: falou-se até em "retorno financeiro"), mas ele só queria doações a partir de R$ 50,00 e chegou a pedir, pasmem, R$ 10.000,00 (por extenso, para ninguém achar que escrevi errado: dez mil reais)...
Não satisfeito, ainda criticou outras denominações religiosas que “só pensam em dinheiro”, chamando-as de mercenárias. É mole? Como diz o ditado: “macaco só olha o rabo dos outros”...
Engraçado é o seguinte: ao se digitar o nome da tal instituição no Google, a primeira coisa que aparece é o número da conta bancária, o que nem era necessário: em cinco minutos o tal cidadão repetiu tantas vezes o número da conta que até guardei de cabeça...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vendo a História ser escrita

Para quem não viveu a emoção de ver a queda do Muro de Berlim, uma nota pessoal: foi o momento, até hoje, em que vi a liberdade de maneira mais inata, mais latente, ser tão valorizada e posta em prática por um povo, pondo fim a anos de autoritarismo.

Na foto acima, tirada em 10 de novembro de 1989, podem ser vistos três jovens de Berlim Oriental passando por uma abertura feita no muro - um monumento à idiotice e à tirania - correndo em direção a Berlim Ocidental.
No mesmo dia foi flagrada a conversa entre um dos temidos "guardas da fronteira" - com uma rosa colocada no cano de sua arma - e cidadãos do lado ocidental da cidade.
As imagens são do Consulado Alemão em São Paulo e fazem parte da exposição "A Queda do Muro de Berlim e a Reunificação Alemã", que pode ser vista aqui. Na época, a festa foi mostrada na TV assim:

Há outra reportagem sobre a queda do Muro aqui.
Veja também parte do Jornal Nacional histórico que retratou o fim da União Soviética.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fila enorme no BB

Para concorrerem às vagas oferecidas nos cursos do IFF (antigo CEFET) centenas de pessoas sofreram por horas na agência do Banco do Brasil no Centro de Campos: nenhum outro banco podia receber os boletos, no valor de R$ 12,00. Foi uma tremenda desorganização!
No meu canal de vídeos no Youtube postei rápidas imagens do ocorrido hoje à tarde. Veja aqui.

Muito jogo para pouco árbitro

Neste momento estão jogando em Milão, na Itália, Milan e Real Madrid, pela Liga dos Campeões da Europa. Em campo, só craques (o marqueteiro Cristiano Ronaldo está fora, machucado). O primeiro tempo terminou 1 x 1.

O jogo - eletrizante, como era de se esperar - tem a participação de vários brasileiros: no Milan estão Dida, Thiago Silva, Ronaldinho Gaúcho (não no ataque, mas na meia esquerda) e Alexandre Pato - os dois últimos jogando muito; no Real, Kaká como sempre detonando e Marcelo (jogando na meia esquerda e não na lateral) fazem uma partidaça e colocam várias dúvidas na cabeça do técnico de nossa seleção, Dunga (1 - levar à Copa Alex, do Spartak de Moscou, que é meia-esquerda e também joga na lateral ou Marcelo, do Real, que é lateral-esquerdo e agora também joga bem na meia? 2 - convocar ou não Ronaldinho e Pato, que estão "comendo a bola"?). Não falei sobre o zagueiro Pepe, do Real, porque não é mais brasileiro, já que naturalizou-se português (não entendo o porquê da mídia insistir em chamar jogadores como ele, Deco e Liedson de "luso-brasileiros", eis que são apenas lusos).
Porém, o árbitro da partida, o alemão Felix Brych, vem chamando mais a atenção do que as próprias estrelas do jogo: o moço - que é advogado - precisa ler o livro de regras do futebol e entender que falta não é marcada apenas quando um jogador escalpela o outro, não! Tá certo que o estilo europeu de arbitragem é mais de deixar o jogo correr (com o que eu concordo), mas não marcar agarrões, empurrões e todo tipo de antijogo é algo que tende a estragar o espetáculo!
ATUALIZAÇÃO após o fim do jogo (1x1):
1 - no intervalo alguém deve ter chamado a atenção do árbitro e ele passou a marcar faltas;
2 - o jogo foi horrível no segundo tempo: o técnico do Real colocou Kaká jogando pela meia esquerda (em vez cair mais para a direita, como no primeiro tempo), mesma região do campo onde Marcelo jogava. Conclusão: o time ficou "capenga" para a esquerda;
3 - o comentarista Paulo Calçade, da ESPN, ficou o jogo inteiro falando que o Milan jogava com três atacantes, mas o terceiro - Ronaldinho - jogou de meia esquerda (era só olhar o jogo e ver isso!) o tempo todo. Além disso, no primeiro tempo afirmou que Higuain era a 'referência do ataque do Real" e no segundo tempo disse que o mesmo jogador "volta muito, deixando o time "sem referência na frente". Vai entender...
3 - o narrador João Palomino falou várias vezes que o jogo era no estádio Giuseppe Meazza (nome oficial), mas o nome do estádio quando o Milan joga é San Siro (pelo menos é assim que a torcida do clube entende que deve ser). Não satisfeito, afirmou que o árbitro "falhou em dois lances cruciais" para o resultado (digo eu: anulou, inclusive, um gol legítimo do Milan), mas "não comprometeu o espetáculo". Paradoxal, não? kkkkkk
4 - Kaká foi aplaudidíssimo pela torcida adversária após o fim do jogo.

Imagens de Campos (15)

O Palácio da Cultura, na região da Pelinca, centro de Campos.

"Aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra..."

O que ocorreu na semana passada na Uniban, em SP, quando uma moça foi hostilizada porque usava um vestido curto demais, além de ser um absurdo inominável, é falso puritanismo. Nada justifica a atitude dos alunos: os que a xingaram e praticamente a colocaram para fora da faculdade não são santos. Ou são?
É verdade que a roupa da moça era pouco apropriada para a ocasião, mas ela não fez nada que justificasse tamanha agressão por parte dos próprios alunos. A moça é trabalhadora: não se trata de uma garota de programa (para não citar o verdadeiro termo usado), como diziam, em coro, centenas de colegas dela.
A consultora de moda Glória Kalil, repudiando o ato, afirmou que quando alguém se veste de forma errada para uma determinada ocasião podem ser feitas leituras erradas a respeito dessa pessoa: ela está certa. Aliás, por sorte a moça é loira, porque se não fosse iriam dizer que era racismo (alguém duvida?), embora o caso seja mesmo de selvageria. Mas a roupa que ela usava não justifica tal atitude.
A pergunta é: quantos dos rapazes que a ofenderam já foram de bermuda à faculdade ou com uma camiseta mostrando os músculos, por exemplo? Será que nenhuma das mulheres que lá estavam foi um dia com uma blusa mais decotada, uma saia curta ou a com a barriga de fora?
Passado o primeiro momento, a ofendida - que não queria se identificar mas que já apareceu no Fantástico e em outros programas, onde até desfilou (veja) - surge com um discurso pronto para pedir uma indenização: afirma que não recebeu "a proteção e a segurança necessárias" e que precisa "que alguém se responsabilize por isso" (traduzindo: já quer uma indenização, sim). Porém, ela mesma afirmou que um professor e um coordenador da faculdade a acompanharam e deram o tal jaleco que ela vestiu para sair da faculdade, sendo acompanhada pela Polícia até sua casa. Então, recebeu proteção e segurança, sim.
A quem culpar? À multidão? Impossível. À faculdade? É o mais provável que aconteça, mas não é justo: ninguém tem como prevenir o imponderável. Sei que os civilistas dirão que se trata de responsabilidade objetiva (independente de culpa), mas como responsabilizar a Uniban pela loucura praticada por terceiros (os alunos), que não foram incentivados nem tolerados pela instituição?
Dizer que a faculdade tem que expulsar os alunos passa pela necessária identificação dos mentores da ação (não dá para expulsar a multidão), mas quando se descobrir quem foi o palhaço que começou a confusão, estará identificado quem terá que pagar indenização à moça: é dele que ela tem que reclamar e a dificuldade para se descobrir essa tal pessoa não pode ser motivo para se obrigar a faculdade a responder pela cena ocorrida em seu interior (repito: ninguém pode evitar o imponderável), até porque a mesma já rendeu muita "marketing negativo" à instituição.
Veja a reportagem do Fantástico aqui.
OBS: na minha opinião estava bonito o vestido curto da moça (veja aqui que ela tem belas pernas...), que era meio chamativo mesmo, mas isso não justifica as ofensas proferidas contra ela (veja a moça com o tal vestido). Já vi mulheres vestidas assim em faculdades e cursos e ninguém falou nada - até porque não tem que falar nada mesmo. Foi ridículo...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Metendo os pés pelas mãos

Para cuidar das unhas das mãos ainda vai, mas quanto às dos pés não tem como: a profissional só cuida do pé de quem se chame "Cure"... kkkkkk
Dic. Michaelis: pedicuro (pédi+lat curare) 1 - Aquele que se dedica ao tratamento das doenças dos pés. 2 - Calista. 3 - Homem cuja profissão é tratar dos pés das pessoas, livrando-os de calos e calosidades, aparando, polindo e esmaltando-lhes as unhas etc. Fem: pedicura e pedicure.

domingo, 1 de novembro de 2009

Sugestão para o almoço do feriadão

Acima vemos uma porção de filé de salmão frito com champignons: sendo o salmão um peixe gostoso como é, não é difícil agradar a todos com um prato desses.
O molho, no qual o peixe ficou marinando uma noite inteira (isso é para pegar gosto), foi feito com cebola, salsinha, molho shoyu, azeite, orégano e colorau (esse é importante para dar uma "morenice" ao peixe quando fritar) - tudo batido no liquidificador com um pouco de água filtrada. Ao colocar o peixe no recipiente em que passará a noite, colocar sal a gosto e azeite diretamente na carne.
Lembrando: no dia seguinte, antes de fritar tem que passar o peixe no trigo, tá? E quando se imagina que já esteja no ponto, convém fazer uns cortes no filé e jogar óleo quente em cima, para que este penetre na carne.
Alfaces enfeitam o fundo da travessa, com rodelas de tomate colocadas no centro (convém colocar uma pitada de sal Ajinomoto em cada uma delas, para não ficar sem graça). Após vem o salmão frito em óleo de milho e azeite de oliva; sobre a carne cebolas fritas no mesmo óleo (para pegar o gosto do peixe) e, para terminar, 150 g de champignons também fritos (cortar um por um para render mais e dar uma boa apresentação ao prato).
A receita eu inventei, mas - embora quase ninguém acredite - garanto que ficou uma delícia!

Tauba de tiro ao álvaro

Na década de 70 o genial Adoniran Barbosa escreveu uma de suas últimas composições: "Tiro ao Álvaro", gravada em 1980 por Elis Regina. Diz a letra:
"De tanto levar frechada do teu olhar
Meu peito até parece sabe o quê?
Táuba de tiro ao álvaro
Não tem mais onde furar..."
Ao ver o traço do cartunista Chico Caruso na semana passada no jornal O Globo, fiz a associação... veja a sugestiva imagem:

sábado, 31 de outubro de 2009

Imagens de Campos (14)

Rua Atanagildo de Freitas, no Parque Bandeirante, Guarus.